quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Uma paciência impaciente

Não te consigo explicar
a dimensão do que sinto
Não porque não queira
Mas porque nunca irias entender
Falta-te a paixão que me sobeja a mim
O que nos torna viajantes com idiomas diferentes e incompreensíveis
Se me pedisses para te definir
diria que és o meu tudo e o meu vazio também
Eu não olho nos teus olhos
Eu mergulho dentro deles, eu misturo-me
Joguei fora a esperança, fiz-me companheira da paciência
Uma paciência impaciente que me absorve, me tranquiliza mas também dói
Finalmente fiz-me amiga de um adeus premeditado

Grimoire Marques
21-08-2014
 

domingo, 17 de agosto de 2014

Milénios de Amor



Milénios de amor

Faltava-nos a clareza
A definição do que não pode ser definido
Faltava-nos a fluidez da agua e a liberdade do vento
Havia sempre espaço a "faltar"
Um tempo morto que não consegue dar vida ao vivo
Viemos em contrato
Saímos em solidão
Saímos numa busca que não sabemos quantos milénios poderá durar
Mas assim mesmo, perpetuámos as nossas presumíveis essências
Talvez a nossas teimosias e grande parte da nossa formatação
Somos, mas não fomos
Haverá sempre a lágrima a que decidimos chamar
SAUDADE

Grimoire Marques

17-08-2014



sábado, 8 de junho de 2013

ESSÊNCIA

"Peço.me" para ser essência........mas afinal a essência é condenável neste mundo...........entre o "pedir.me" e o "realizar.vos" vai o abismo que me solta na loucura não medida..........sou..ou quero ser......sou qualquer coisa...........qualquer coisa que sirva de ponte entre o "pedir.me" e o "realizar.Vos"............

terça-feira, 31 de julho de 2012




"Travam os homens, entre si, uma contínua guerra de vaidade; conhecendo todos a vaidade alheia, ninguém conhece a sua. A vaidade é um instrumento que tira dos nossos olhos os defeitos próprios e faz com que apenas os vejamos a uma distância imensa; ao mesmo tempo, expõe à nossa vista, ainda mais perto e maiores do que são, os defeitos dos outros. A nossa vaidade é o que nos faz ser insuportável a vaidade dos outros; por isso, a quem não tivesse vaidade não lhe importaria, nunca, que os outros a tivessem"
- Matias Aires, "Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens" (1752).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Afinal






Hoje tentei
Tentei ir bem ao fundo de mim
Dolorosa esta luta
Simples e dolorosa
A eterna ambiguidade que me invade
Sentires inacessíveis ás simples palavras
às vezes tão desnecessárias
Feridas curadas na auto estima
nessa força que me impulsiona cada vez mais
a saber quem sou
E aquilo que quero ser
Hoje estou infinitamente perdida em mim
Afinal estou, apenas aquilo que sou
estou ,apenas aquilo que sinto
La fora o crescente da Grande Mãe
Sussurra um canção de alento
Uma canção infinita de ressurgir de talvez recomeço
A um novo mundo de felicidade que poderá ser pintado por mim
Surgem memorias, surgem fantasmas de amor que se transformou em dor
O Amor
Esse que entrelaça e que dá vida a esta passagem
Surgirei assim do nada, com reflexos de tudo
Transparece em mim algo de muito louco
Mas no final chego á conclusão que é isto que SOU........



Grimoire Marques

Eternidade






Surgiste do nada
Avassaladoramente em mim
Vindo carregado de tudo
E cheio de simplesmente nada....
Chegaste num sentir incompreensível 
Soltei.te  cá dentro
E esperei docemente que a  tua criança 
Despertasse em mim
quis sentir.te
Quis provar.te
Quis "arder.me" em ti
Não existe sempre , nem existe nunca
Existe apenas o momento....aquele sentir suave e doce
Algo que poucos entendem como eternidade
Pois é disso que a mesma se faz
De puros e simples sentires momentâneos
Mas estupidamente sentidos.
Intemporal mente vividos
Nada nem ninguém nos pode distanciar
Amo o teu palco e adoro nele ser sua actriz
Num teatro simbiotico e ao mesmo tempo incompreensível aos olhos do mundo...
não fazemos assim parte do frustavel
Permanecemos assim num infinito muito nosso
Que poucos identificam ou reconhecem
Naquele amor puro que se mantém numa delicadeza que a muitos incomoda
Amar.te.ei mesmo que a boca o contrario diga
Amar.te.ei porque afinal tu és a minha parte que um dia para tras deixei
Mas que afinal intrinsecamente em mim existe


Grimoire Marques




terça-feira, 26 de julho de 2011

Ligaçao










As letras dançam nas linhas, ao som de uma música tribal que me “lava” e “eleva” a alma,essa intermediaria com a verdadeira essência, o espírito,duplo, o que lhe queiram chamar........corre-me.me nas veias sangue de loucura terrena,corre.me e foge.me,banha.me e suga.me...
Existem momentos de paz....momentos de tréguas.....e de guerra neste templo a que chamam corpo.....pedaço de matéria pesada que nos “enfada” e afasta de uma matriz, de uma mãe, de uma união, da união de mim de ti de nós........do tudo.....do nada...........
A ilusão incomoda-me, manipula.me,esvai.se por entre os meus finos dedos......esvai.se mas no caminho deixa trilhada as marcas dolorosas,criadas como se de um acido corrosivo se tratasse.....há em mim qualquer coisa de anti ácido....de antimatéria ...de” antiilusao”..... de” antiversão” estereotipada .....corre.me também ,não na alma mas no espírito lembranças de ilusões diferentes, poderei talvez arriscar a dizer mais reais......mais genuínas quem sabe..... mais lembranças ....... apenas intemporais e identificativas.......aquelas em que despojada de ilusões e defesas era verdadeira em outros mundos que vivi...........que vivo...em momentos...em sobreposições......em estados....momentos......em minutos inexistentes.....
È a ligação que me  aniquila....no entanto é a ligação me me mantém viva....talvez seja um trespassar,um compreender algo incompreensível ....dai ser quase inatingível.........
Em cada suspiro esta ligação...no ultimo estará toda a compreensão.....toda a revisão da ligação.....a matéria gera incompreensão.....



Grimoire Marques
27-07-2011